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09/04/06 O NÚCLEO DA TERRA E A EVOLUÇÃO DA VIDA!?...

 O núcleo da Terra, a nossa grande fonte interna de energia, propicia a criação de fumarolas marinhas que originam vida, que não depende de outras vidas, mas é capaz de sustentar outras vidas. Ele faz o manto da Terra movimentar-se lentamente, em trajetórias parecidas com a da água fervendo numa panela, o que aproxima ou afasta os continentes um dos outros, propiciando o surgimento de novas espécies e a extinção de outras, sempre através das diferentes condições geoecológicas criadas. Esse movimento cria os grandes biomas das montanhas, que influencia o vento e a chuva, que pode transformar florestas em desertos, ou estes, naquelas. A energia do núcleo abastece os grandes vulcões e os enormes derrames de lavas que cobrem regiões, que matam, e enfraquecem, mas criam novas vidas e fortalecem outras. O humano tecnológico ainda é muito pequenininho!...

24/09/06 O PERIGO DE NÃO TER MEDO!...

O medo é um instrumento de defesa individual. Nos vertebrados, a parte do cérebro que interpreta os sinais de perigos está logo na entrada, acima da coluna, para que as reações de medo sejam imediatas. Na África, nosso berço, quase todos os grandes mamíferos subsistiram. Por quê? Simplesmente aprenderam a ter medo de nós, tão logo nos armamos; evoluíram conosco: quanto melhor caçávamos, mais medo eles tinham de nós!... Os grandes mamíferos, que dominavam a Europa e os continentes que nós só ocupamos depois, desapareceram logo, destruídos pelo nosso poder coletivo de grandes caçadores. Por quê? Porque nos lugares em que surgimos já bem armados e astutos, eles, tão grandes, não tinham medo de gente... Do humano tecnológico de hoje, nem adianta terem medo: só o nosso complexo cérebro pode usar o medo como precaução contra nós mesmos!...

13/05/07 BIOMAS... O QUÊ QUE É ISTO?!...

A Terra vista do espaço é um mosaico de biomas; mas estes são também um mosaico, ainda que de aparência mais uniforme, vistos de cima, ao longe... As florestas, os mares de corais, os desertos, os campos e outros grandes tipos de formações de seres vivos e seus ambientes, constituem, cada um, um bioma diferente. Eles representam as grandes maneiras como a vida se organizou nas diferentes condições de clima, solo, águas, geologia e luz. Mares rasos, transparentes e muito sol originaram os corais. Solos tropicais, com chuvas de verão, que se estendem por quase todos os meses do ano, deram as florestas tropicais úmidas. Estas e os mares de corais são os biomas mais ricos em biodiversidade terrestre e marinha. Os biomas polares e dos desertos quentes, são os mais pobres, entre os biomas mais conhecidos. Pouco se sabe da vida nos biomas abissais das profundezas oceânicas sem luz. Os biomas são os macroindicadores da saúde da Terra; eles nos mostram quanto nós já a deformamos!...

20/01/08 A BIOGEOGRAFIA QUE NOS ENCANTA...

... é uma ciência muito mais usada e admirada, do que as pessoas sem intimidades com a biologia possam imaginar!... A biogeografia é um dos ramos importantes das ciências biológicas, por que: i) ajuda o ser humano a entender porque cada ser vivo é como é; ii) inspira a genética, no aperfeiçoamento dos seres vivos, visando o bem-estar da humanidade; iii) facilita as transferências dos seres vivos, de um lugar para outro, de modo a explorar o melhor de cada um, nas mais variadas situações de criação e cultivo econômicos; iv) orienta o entretenimento com base na natureza, para que ele seja sempre agradável a todos; v) oferece curiosidades permanentes que estimulam o saber, o amor à vida como ela é, e favorece a educação ambiental como instrumento de mudança. A biogeografia é chave para entender a formidável diversidade do Planeta Vida!...

15/06/08 ECÓTONO, O QUE É ISTO, MINHA GENTE???!!!...

.. é a  tradução do grego, tensão na casa. Na medida em que um bioma se aproxima de outro, as feições de um e outro, geralmente se alteram, por causa do clima, mesmo sem acidentes geográficos a separá-los. As fronteiras da Amazônia com os cerrados brasileiros se estendem por muitas dezenas de quilômetros, em direção a cada região, através de vegetação, onde, ora predomina a de um bioma, ora, a do outro, e às vezes, misturam-se as duas, sem dominâncias. O mesmo ocorre entre a nossa seca caatinga com a úmida Mata Atlântica, numa transição, que faz do nordeste um notável mosaico de ecossistemas. Essas complexas e extensas regiões de fronteira, de tensão competitiva por espaços, onde novas espécies podem surgir, são os ecótonos. Mas estes podem existir entre comunidades menores, causados por variações de umidade, solo e luz, com sua magia na criação de espécies típicas. É a biodiversidade na plenitude de sua ação!!!...

15/03/09 É BIOGEOGRAFIA OU GEOECOLOGIA???...

Muitos confundem uma com a outra, inclusive a versão portuguesa da grande enciclopédia virtual www.wikipedia.org. A biogeografia é uma intercessão entre a geografia e a biologia: relacionar lugar e os grupos de seres vivos é o seu objetivo essencial. A geoecologia é a intercessão entre ecologia e geologia: a integração contextual dos processos evolucionários da vida e da Terra é a sua meta fundamental. A biogeografia estuda, por exemplo, como e porque os mamíferos ou qualquer outro agregado biológico discriminável dos outros, distribuem-se pelos diferentes locais, países e biomas do mundo. A geoecologia estuda os processos da biosfera, visando agregá-los em unidades funcionais homogêneas, sob o ponto de vista evolucionário. Assim, por exemplo, ela busca responder se a ecologia da vertente litorânea da Serra do Mar, no centro-sul brasileiro, manteve-se estável nos últimos milhões de anos, e se o efeito estufa mudaria isso? A biogeografia é uma ciência consolidada, e a geoecologia, ainda está engatinhando!!!...

22/11/09 ENDEMISMOS... OUTRO PALAVRÃO?...

Uma espécie ou qualquer outra categoria de ser vivo é endêmica de certo espaço geográfico, se só existir nele. Os endemismos são preciosidades genéticas separadas de seus parentes, através de um conjunto único de processos geoecológicos. O mico leão dourado é endemismo fluminense, e o gênero que inclui as várias espécies de micos leões, só existe na Mata Atlântica. Os lêmures constituem família de primatas endêmica de Madagáscar e Comores, ilhas afastadas do continente africano, há quase 200 milhões de anos. Muitos milhares de endemismos caracterizam a imobilidade vegetal. A África do Sul, único país africano não tropical, possui flora endêmica, que desperta curiosidade mundial. Exportar endemismos é perigoso pelas doenças e outros prejuízos que eles podem causar à vida, em seus novos habitats. Porém, muitos endemismos são motivo de orgulho e fonte de renda para as populações locais que com eles convivem, como no grande e turístico arquipélago indonésio. Os endemismos sempre preocupam, pro bem ou pro mal!!!...

10/04/11 “HOTSPOTS”, ECOREGIÕES E OUTROS “APELIDOS”

Este título já é uma curiosidade, pois contém: i) o termo inglês para as 34 áreas do Mundo que constituem “pontos quentes”, porque possuem muitos endemismos e ecossistemas ameaçados, merecendo assim, prioridade conservacionista; ii) a palavra ecoregião, uma recomposição para “região ecológica”, que escrevemos sem o duplo r, proposital e simplificadamente, lembrando sua origem inglesa, contração de “ecological regions”; iii) o termo apelido entre aspas, que destaca os deslizes do título sobre o nosso idioma e os novos termos consagrados pela biogeografia da conservação, em tempos recentes. Domínios biogeográficos e suas divisões em províncias e bioregiões estão entre eles, e vieram para ficar... Bioregiões é outro pecado ortográfico, ao traduzir “bioregions”, contração de “biological region”. Todos esses “apelidos” buscam facilitar a gerência de prioridades face à escassez de recursos para a preservação da biodiversidade mundial. Lutemos pela vida no nosso Planeta Vida, isto não é apelido... É apelo!!!

Ver as outras curiosidades temáticas conceitos-biogeografia.


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